Nos corredores do Startec Ignite, uma das startups que mais vem chamando atenção é a FiquestLife. O time apresentou seu primeiro marco de avaliação com uma proposta ousada: tornar hábitos saudáveis algo tão envolvente quanto um jogo — e, de quebra, gerar impacto positivo na comunidade e na economia local.
O painel avaliador destacou o potencial da ideia, elogiou a clareza estratégica e apontou caminhos para o próximo passo dessa jornada. Entre conversas, anotações e cafés compartilhados, o clima foi de entusiasmo — e também de reflexão sobre o amadurecimento de uma solução que quer unir tecnologia, saúde e propósito.
O problema que move o time
Nos bastidores da apresentação, ficou claro o ponto de partida da FiquestLife: as pessoas sabem o que precisam fazer para cuidar da saúde, mas não conseguem se manter motivadas.
A equipe conseguiu conectar bem essa falta de engajamento ao impacto econômico e social — um problema que vai muito além das academias.
Os mentores elogiaram a clareza, mas pediram mais profundidade: “Qual é o tipo de motivação que falta? Como isso varia entre diferentes perfis urbanos? E qual o custo real dessa desmotivação?”, questionou um dos avaliadores.
A mensagem foi clara: a FiquestLife tem um diagnóstico certeiro — agora precisa quantificar o problema para mostrar o tamanho da oportunidade.
Segmentação afiada — e com espaço para ajustes
Outro ponto que chamou atenção foi a segmentação de mercado. A FiquestLife mira dois públicos: jovens urbanos de 18 a 30 anos e academias locais. A escolha foi elogiada por ser realista e coerente com o conceito do app.
Ainda assim, o conselho dos mentores foi refinar o olhar: entender melhor as diferenças entre estudantes e jovens profissionais, e detalhar o motivo da aposta nas academias de bairro — que podem ser, segundo o time, parceiras estratégicas na ativação da comunidade.
Um dos avaliadores resumiu bem:
“Vocês estão no caminho certo. Agora é hora de entender cada público com a lupa da empatia.”
Um rosto para a ideia: João Pedro
Nos slides, apareceu o nome João Pedro — o avatar do usuário ideal da FiquestLife. Um jovem ativo, conectado, competitivo e em busca de reconhecimento.
A construção da persona foi bem recebida, mas os bastidores mostraram discussões acaloradas sobre o próximo passo: como dar mais vida a esse personagem.
“E se ele tiver medo de não manter o ritmo? Ou se sentir que o app é mais um compromisso do que uma diversão?”, provocou uma das mentoras.
A partir daí, o grupo começou a discutir novos insights sobre gatilhos emocionais e barreiras psicológicas, fundamentais para ajustar a proposta.
Validação: quando os dados ganham voz
A FiquestLife apresentou resultados sólidos das entrevistas e pesquisas com potenciais usuários. A validação foi considerada abrangente e convincente, reforçando que há um interesse real em experiências de saúde gamificadas.
Nos bastidores, o conselho foi claro: trazer mais histórias humanas. Mostrar o que os entrevistados disseram, o que sentiram e o que os motiva — dar rosto e voz às estatísticas.
Um dos mentores destacou:
“A força de uma validação não está só nos números, mas nas histórias que eles contam.”
A solução: jogando o jogo da saúde
Quando chegou a hora de apresentar a solução, a energia no ambiente mudou. A inspiração em Pokémon GO e Strava despertou sorrisos e curiosidade imediata.
A FiquestLife propõe uma plataforma que transforma atividade física em missões, recompensas e conexões com o comércio local. A ideia de unir realidade aumentada, inteligência artificial e wearables foi vista como ousada e promissora.
O feedback, porém, veio com um lembrete prático: mostrar como tudo isso se aplica na vida real. “A tecnologia é poderosa, mas o segredo está na experiência do usuário”, reforçou o painel.
Um jogo que está só começando
Ao final da apresentação, ficou no ar a sensação de que a FiquestLife tem uma história que ainda vai render bons capítulos. Com um propósito claro e uma proposta criativa, o time mostrou maturidade e humildade para ouvir, ajustar e seguir evoluindo.
Um dos mentores resumiu o sentimento :
“Vocês estão transformando saúde em algo que as pessoas vão querer jogar — e isso é raro.”
Nos bastidores, a FiquestLife saiu com uma mistura de confiança e curiosidade. Afinal, o jogo está apenas começando — e, até aqui, eles estão jogando bem.










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